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Segunda-feira, Março 8, 2010
Fala governador Aécio Neves!!!
Evento: Inauguração da Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves Local: Belo Horizonte Data: 04/03/2010
 Candidato a vice-presidente? Olha, eu vou repetir mais uma vez. Estou ficando efetivamente rouco, rouco de tanto dizer. Não cogito esta hipótese. Não porque não seria uma honra ser vice-presidente da República. É um cargo extremamente honroso, mas eu digo que não serei por uma razão absolutamente clara, eu ajudo mais estando em Minas Gerais e ajudando a ter uma vitória, trabalhando para que nós tenhamos uma vitória em Minas Gerais.
Assuntos: Eleições 2010 e Cidade Administrativa
O Ciro acabou de dizer para a gente que seria uma traição para os mineiros se o senhor aceitasse ser vice do Serra. O que o senhor acha dessa declaração? O Ciro é meu amigo, o Ciro tem seu modo de ser. Agora, eu me movo sempre pelo sentimento de Minas e pelo que é melhor para Minas. Eu me permito apenas dizer que hoje é um dia para mim muito especial. Eu estou terminando meu mandato. Eu dentro de três semanas não sou mais governador de Minas. E eu não sei se algum outro governador deixou o governo com um carinho como esse, com esse reconhecimento, com esse aplauso tão forte, quase unânime da população de Minas Gerais.
Seria até uma ousadia minha, um exagero meu querer alguma coisa a mais do que eu tenho. Terminar oito anos de governo em Minas com a aprovação que nós temos, e com as realizações que nós temos, eu acho que é o que qualquer homem público buscaria ter. Então hoje pra mim é um dia marcante, emocionante, eu não vou esquecer esse dia nunca mais.
Esse conjunto que nós estamos inaugurando hoje, a nova Cidade Administrativa, vai fazer com que dentro de 10 anos, não mais do que 10 anos, essa região seja a principal região econômica da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Era a mais desaquecida de todas, a mais pobre de todas. Um conjunto de investimentos está vindo no entorno da Cidade Administrativa, e aqui tudo foi planejamento.
A Linha Verde foi construída antes, alargamento da Antônio Carlos, os voos para o Aeroporto Internacional, o próprio Expominas, então essa obra é o reencontro de Minas Gerais com o planejamento. Portanto, hoje nós estamos chegando ao fim, mostrando que é possível fazer uma obra absolutamente transparente, com os mesmos preços do início ao final, e com essa qualidade. Portanto, acho que Minas e os mineiros hoje estão de parabéns. No discurso do senhor, o senhor falou muito em agradecimento, mas também em despedida. Qual que é o rumo político para por um ponto final nesse tititi? Olha, eu tenho tentado colocar. Eu sou parte de um processo político. Eu participo de um grupo político que quer encerrar esse ciclo de governo, ressaltando os avanços que nós tivemos que vem desde o governo de Itamar, passando por Fernando Henrique, chegando ao governo do presidente Lula. Não existiria o governo do presidente Lula se não tivesse havido o governo do presidente Itamar e Fernando Henrique, porque não haveria estabilidade econômica, não haveria a Lei de Responsabilidade Fiscal, não haveriam os marcos reguladores da macroeconomia, não teríamos dado início ao processo de modernização da nossa economia.
Portanto, é preciso que todos nós homens públicos, de todos os partidos, tenhamos generosidade para reconhecer que o mundo não foi criado a partir da nossa existência. Ele existia muito antes de nós. Acho que o Brasil está maduro não para uma bobagem de uma eleição que discute se A fez mais ou se B fez mais. Isso não interessa a população. A população vai votar naquele candidato que demonstrar maior capacidade e melhores condições de fazer aquilo que ainda não foi feito. Nós temos um nome colocado no PSDB mesmo que não oficialmente do governador José Serra, e sendo ele o candidato, no momento que ele assumir a sua candidatura, eu serei o primeiro a estar ao seu lado.
Mas tenho dito e reitero, o meu papel é como candidato em Minas Gerais, provavelmente ao Senado, se merecer a confiança dos mineiros, porque é muito importante nós termos também a continuidade daquilo que foi construído em Minas Gerais que não deve ser interrompido, e essa continuidade passa pela eleição do vice-governador, e a ela eu devo também me dedicar e aqui de Minas vou ajudar o nosso candidato a presidente.
 ROUCO, ROUCO DE TANTO DIZER... Candidato a vice-presidente, NÃO!!!
"Olha, eu vou repetir mais uma vez. Estou ficando efetivamente rouco, rouco de tanto dizer. Não cogito esta hipótese. Não porque não seria uma honra ser vice-presidente da República. É um cargo extremamente honroso, mas eu digo que não serei por uma razão absolutamente clara, eu ajudo mais estando em Minas Gerais e ajudando a ter uma vitória, trabalhando para que nós tenhamos uma vitória em Minas Gerais. Que com essa política de Minas sabe que a partir do momento em que eu abro mão de uma disputa por uma candidatura presidencial, apresentei uma candidatura, apresentei uma proposta, um projeto ao país. O meu partido opta por caminhar em outra direção. Eu respeito essa decisão, optei por não ser o instrumento de uma divisão interna, e a partir do final de dezembro eu deixo o cenário, pelo menos o centro do cenário nacional, para dedicar minhas coisas de Minas e a partir aqui de Minas Gerais ajudar o nosso candidato a presidente da República".
E o Senado? É uma opção? O Senado é a opção natural. A opção natural que tenho, que os companheiros, com os quais mais converso, acham que é o melhor caminho. E espero, do Senado, continuar ajudando ao futuro governador de Minas Gerais. Espero que possa ser o vice-governador Antonio Anastasia. Mas se o Serra retirar o nome dele, há a possibilidade do senhor ser o candidato à Presidência? Isso não se cogita. Essa questão não tem sido cogitada, e eu sequer a cogito. Quando eu deixo a disputa presidencial, não faço isso para que isso retorne lá à frente. Acredito que o governador Serra, no momento em que oficializar a sua candidatura, tem todas as condições de empreender um debate propositivo ao país, e com sua história e com sua trajetória, chegar à vitória. E a pressão governador? Como o senhor vai lidar com isso? O homem público que não resiste a pressões, não merece fazer política. Todos nós temos que ter as nossas convicções. Sou um homem de convicções. Tenho as minhas. Enquanto elas não se alterarem, caminho no meu rumo. Se alguém me convencer, em um determinado momento, do contrário, obviamente tenho que avaliar. Mas estou absolutamente convencido que a melhor forma de ajudar ao nosso projeto é estando em Minas Gerais, e provavelmente como candidato ao Senado da República. Essa é a forma de ajudar o nosso candidato a vencer as eleições. Candidatura. É preciso, vou dizer taxativamente, o tempo de uma eventual candidatura minha à Presidência da República passou. Não será dessa vez. Governador fale um pouco sobre a obra.
Essa obra é muito mais que uma nova sede de governo. Essa obra tem dois aspectos absolutamente fundamentais e vamos estar aqui vivos para vê-los se realizar. O primeiro deles é uma mudança profunda no modelo de gestão pública. Estamos introduzindo aqui, a partir dessa inauguração, o que há de mais moderno em gestão no país, incluindo o setor privado. Pouquíssimas empresas, se é que existem algumas, têm os mesmos métodos de avaliação, de acompanhamento, de metas, de remuneração por desempenho que temos aqui em Minas. Isso é vanguarda no mundo.
O Banco Mundial está aqui hoje presente porque quer levar esse modelo mais uma vez para inspirar outros países do mundo. Portanto, vamos requalificar a vida pública, os prefeitos, as lideranças municipais, secretários municipais vão vir aqui para encontrar, no mesmo ambiente, solução para todos os seus problemas. Esse é um aspecto, que por si só, justificaria essa obra. Há um outro.
Estamos trazendo o desenvolvimento da cidade, da Região Metropolitana, para onde ele precisa vir. Belo Horizonte crescia de forma desarticulada, com problemas enormes, sobretudo ambientais, na região Sul, no centro-sul da cidade. Portanto, estamos redirecionando o crescimento de Belo Horizonte para o seu vetor norte, aquecendo uma região totalmente desaquecida. Isso por si só, justifica muitas vezes o investimento que foi feito. Como o senhor encara a nova medida que pode surgir recentemente do presidente Lula se licenciar do cargo para apoiar a ministra Dilma na pré-candidatura à Presidência da República? Ele tem todo direito de fazer e a legislação permite. E cabe à população brasileira julgar. Acho apenas que um candidato com densidade na disputa presidencial talvez não precise de tamanho esforço. Como José Serra reagiu a negativa do senhor em ser vice da chapa dele? Converso com o Serra há muito tempo. Ele compreende que meu papel é mais importante em Minas Gerais, e de Minas vamos ajudá-lo. |
Fonte: Assessoria de Imprensa do Governador |
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Comentários | #1. fabiano fagundes AECIO,VOCE NAO PODE SER COADJUVANTE,MINAS PRECISA DE-TI COMO NOSSO TRANSFORMADOR DO BRASIL.O VERDADEIRO CANDIDATO A PRESIDENCOA DA REPUBLICA....
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